Ir ao conteúdo

Bio

Sobre mim, indivíduo, melhor perguntar. Já que aqui não é vitrine e não preciso me vender, confesso que meu sonho seria poder viver de escrever. Romance e ficção, aquele exercício esquizofrênico onde os personagens gritam para ir para o papel — isso sim seria vida.

Como vivemos no mundo dos sentidos — cada vez mais distante do ideal, tenho que escrever sobre qualquer outra coisa que não o que eu prefiro. Reportagem, marketing, CTAs e social media, texto em ABNT para satisfazer a academia, todas essas coisas que são feitas basicamente enfiando letras numa forma para assar e servir.

Para meu consolo, ainda existe muita coisa para ler — e estou tentando me familiarizar com outro tipo de linguagem, aquela que segundo Ponty, é a única que pode ser praticada com inocência: “ao escritor, ao filósofo, pede-se conselho ou opinião, não se admite que mantenham o mundo em suspenso, quer-se que tomem posição.” (MERLEAU-PONTY, Maurice – O Olho e o Espírito p.15)